Abertura do Energy Solutions Show

Diálogo, crescimento das renováveis e perspectivas de investimento foram as palavras chave do dia

Os investimentos no Setor Elétrico Brasileiro nos próximos 10 anos devem ficar em torno de R$ 400 bilhões de reais, focando na diversificação das fontes, com destaque às renováveis e espaço garantido ao desenvolvimento da Geração Distribuída. Foi o que anunciou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante a abertura da primeira edição do Energy Solutions Show, na manhã desta terça-feira (28) em São Paulo. Na abertura estiveram presentes também os presidentes da Abragel, Charles Lenzi, da Cogen, Newton Duarte, e da ABRAPCH, Paulo Arbex, além do CEO do Grupo Canal Energia, Rodrigo Ferreira.

Durante a abertura, o ministro Bento Albuquerque destacou que o Brasil é um dos poucos países no mundo com tamanha diversidade em sua matriz elétrica. “Enquanto em todo o mundo, os países falam em transição de suas matrizes elétricas para fontes renováveis, podemos dizer que no Brasil essa transição já começou há 50 anos. Somos um dos países com menos emissão de CO2 no mundo”, observou o ministro mencionando as fontes hidrelétricas que se consolidaram no País desde então. Ele mencionou que o presidente Jair Bolsonaro possui um carinho especial pelas Pequenas Centrais Hidrelétricas e que pretendem desenvolver ações que visem o impulsionamento da fonte.

Em sua fala, Bento Albuquerque reforçou ainda, a importância de manter o diálogo com todos os setores envolvidos, como estados e municípios, MPs, agências reguladoras, comunidades acadêmicas e científicas, órgãos ambientais, etc.

Newton Duarte, da Cogen, falou sobre a importância do desenvolvimento de todas as fontes de energia que o Brasil privilegiadamente possui. Ele explicou que cada uma tem o seu papel na complementariedade da matriz elétrica brasileira. Newton observou que  que é extremamente importante considerar as características de cada uma delas, observando a vocação de cada fonte em cada região. 

Os presidentes da Abragel, Charles Lenzi,  e da ABRAPCH, Paulo Arbex, falaram sobre a importância das PChs e CGHs falaram sobre a importância do segmento e da necessidade de ações que ajudem a eliminar as travas do setor e ajudem desenvolver os investimentos parados.

Paulo comentou que a Abrapch não é contra a abertura do Mercado Livre de Energia, entretanto, espera que a medida seja feira de maneira planejada e estruturada, visando mitigar possíveis impactos negativos. Lenzi , da Abragel,  reforçou junto ao ministro os benefícios sociais, econômicos e ambientais da fonte, além da contribuição para a matriz. Ele destacou o desejo de que as pequenas centrais hidrelétricas,  assim como a fonte eólica, consiga dar um salto de desenvolvimento ampliando sua contribuição para a matriz elétrica brasileira. Para isso, ele pontou os principais desafios do segmento que precisam ser superados, como o tempo longo no ciclo de desenvolvimento, melhores condições para participação em leilões regulados, além dos problemas nos processos de licenciamentos ambientais.