Empresa do Futuro

Para que o participante consumidor de energia pudesse conhecer as diferentes alternativas que hoje estão disponíveis para uma gestão energética mais eficiente, o Energy Solutions Shows criou a Empresa do Futuro. A atração permitiu ao visitante simular diferentes cenários e situações considerando diversas formas de geração, contingência e consumo de energia, acompanhando os resultados através de uma ferramenta de medição inteligente na nuvem.

 O visitante pôde “brincar”, em uma maquete, com geração solar, grupos geradores, cogeração, consumo de energia por máquinas industriais, ar condicionados e iluminação. Tudo isso, acompanhando em tempo real, pelo software de medição, o quanto estão gerando de energia versus o quanto estão consumindo.

 Além disso, os fornecedores das soluções presentes na Empresa do Futuro realizaram apresentações mostrando como esses serviços podem ser aplicados em situações reais do dia-a-dia de uma empresa. Uma das empresas que expuseram da Empresa do Futuro foi a AES Tietê, com atendimento personalizado às empresas interessadas em conhecer soluções para se tornarem mais competitivas e eficientes. A empresa levou tecnologias e soluções oferecidas pela companhia, como comercialização de energia no Mercado Livre, geração distribuída e armazenamento de energia. 

 O time da AES Tietê esteve presente no espaço para o atendimento personalizado às empresas interessadas em conhecer soluções para se tornarem mais competitivas e eficientes.

Financiamento, estruturação financeira e incentivos fiscais para projetos de eficiência energética

O painel contou com a exposição dos  gerentes do BNDES (área de energia), Alexandre Siciliano Esposito, e Felipe Elias Lobo Vieira da Silva (Relacionamento Institucional da Área de      Operações e Canais Digitais). Eles falaram um pouco das opções de financiamento para aqueles que desejam investir em geração distribuída e mecanismos de eficiência energética.

O painel também falou sobre as novas tecnologias e a necessidade de que estes recursos sejam pensados para otimizar os sistemas e gerenciar de maneira mais eficiente todo o ciclo da energia, desde a geração ao consumo em suas diferentes formas.  Neste contexto, a geração distribuída por meio da energia solar fotovoltaica e a evolução das baterias vêm para contribuir para o desenvolvimento e a transição do setor elétrico no Brasil e no mundo.

 

Perspectivas e oportunidades para o novo consumidor de energia no Brasil: GD, Mercado Livre e Eficiência Energética

“PROSUMER”. Este foi o conceito destacado no painel focado nas perspectivas e oportunidades para o novo consumidor de energia no Brasil.  O espaço debateu o papel dos  consumidores como protagonistas,  desfazendo a ideia de consumidor passivo.

O debate falou da soberania do consumidor sobre o mercado, onde o consumidor é quem indica para o mercado pra onde ele deve ir, e não o contrário. É crescente a tendência de consumidores que desejam gerar a própria energia, alguns querem sair da rede, e ainda há aqueles que querem escolher a energia que deseja comprar de acordo com a fonte de geração. Neste sentido, ao abordarem o conceito dos 3 Ds do setor elétrico, descentralizar, digitalizar e descarbonizar; um quarto “D” foi levantado com a palavra “desacorrentar”.

Dentro deste contexto, os participantes observaram a necessidade de que o atual modelo do setor elétrico passe por mudanças necessárias, evolua com investimento em novas tecnologias e revisões regulatórias.

Soluções em geração e comercialização de energia

Tradener chega com soluções em produtos customizados de compra e venda de energia, conforme a necessidade de cada agente do mercado. Além disso, presta serviços de gestão para consumidores e geradores. Atua também na área de geração de energia, principalmente a partir de fontes renováveis. Como pioneira no setor, participa há anos como patrocinadora e expositora dos eventos do Canal Energia.

"Consideramos importante a presença em eventos como este, pois é possível o contato e network com diferentes agentes do setor".

João Braga, gerente da Tradener .

Saiba o que aconteceu no Energy Solutions Show

Ao longo de dois dias, na grande arena montada para receber toda a programação do Energy Solutions Show, agentes do setor, autoridades e grandes empresas estiveram imersos dentro de um propósito, a busca por soluções energéticas, reunindo pela primeira vez no brasil a cadeia de produção e a cadeia de consumo.

 

A extensa e completa feira de negócios foi um show de  soluções, inovações e tecnologias voltadas tanto para a cadeia produtiva, quanto para a cadeia de consumo de energia. Simultaneamente, os fóruns debateram os aspectos mais atuais de quatro dos importantes segmentos: energia solar fotovoltaica, cogeração, CGH/PCH e novas tecnologias para os consumidores de energia, como Mercado Livre, Geração Distribuída e eficiência energética.

 

O evento foi orientado pelos novos rumos da energia, seguindo o conceito dos 3 Ds, descentralizar, digitalizar e descarbonizar; em um momento em que cada vez mais o consumidor assume o papel de gerador. Neste sentido, o Energy Solutions Show foi um ambiente de negócios no qual o consumidor pôde entender o setor e contratar soluções energéticas.

 

Na feira de negócios, que  foi projetada a partir dos pilares  inovações para a cadeia produtiva e soluções para o consumidor; o ambiente de network contou com os principais players da cadeia produtiva e da cadeia de consumo expondo suas inovações, tecnologias e soluções para geração de energia e para uma gestão energética mais inteligente e eficiente.

 

A Arena de Tecnologia e Inovação dentro da feira de negócios foi um espaço com painéis e debates sobre temas de grande relevância para o setor elétrico e grandes consumidores. Dentre os temas abordados estiveram  IoT, Power Storage, Cyber Secutiry e Mobilidade Elétrica.

 

O espaço também contou com a presença de startups com soluções voltadas ao setor e a grandes consumidores de energia. Além disso, os workshops abertos ao público enriqueceram o evento com apresentações de pesquisas de mercado, novas tecnologias e cases de sucesso. 

 

Smart Energy: o emprego da inteligência artificial na eficiência e transações energéticas para a indústria 4.0

Desenvolvedor de Negócios da Metron, Olivier Marty, falou sobre presença da inteligência artificial na otimização do consumo energético da indústria. Há cerca de um ano no Brasil, a Metron observou que a indústria brasileira procura reduzir seus custos e se aproximar dos padrões da indústria 4.0. “Entretanto, a indústria ainda busca meios de como fazê-lo, considerando, ainda os recursos limitados”, comentou Olivier. O primeiro passo para o caminho para este desafio, segundo o executivo é buscar soluções especializadas junto a empresas forte experiência no setor. Para ele, a inteligência artificial no ramo de energia precisa de fato sair do campo teórico e seguir para o âmbito prático.

Observa-se que embora as empresas brasileiras ainda estejam distantes dos padrões de países desenvolvidos, é preciso que elas consigam dar o primeiro passo para mudar este cenário, dando início a um ciclo virtuoso por meio de investimentos que podem dar retorno em curto prazo. Ao contrário do que muitas estimam, este atraso pode ser rapidamente recuperado.

Painel Armazenamento de energia, microgrids e otimização da geração intermitente

Com a abertura do presidente da Associação Brasileira de Armazenamento e qualidade de energia (ABAQUE), Carlos Brandão, o painel falou sobre a importância de se buscar novas soluções para velhos problemas. “Se não fizermos dessa forma, estamos condenando toda a sociedade a continuar pagando custos altos pela energia, especialmente quando nos referimos aos sistemas isolados”.  Segundo Brandão, após tanto se falar em “prosumers”, que é o conceito de um consumidor que assume um papel ativo de também ser o gerador, agora é preciso adotar o conceito “prosumagem”. “Produzir, consumir e armazenar”, explicou.

O painel destacou ainda que a evolução das baterias não é algo distante, mas que já é a solução para a redução da dependência por utilização de combustíveis fósseis em sistemas isolados de diversos países desenvolvidos.

Mesa Redonda: Encontro de grandes consumidores de energia

É preciso melhorar a competitividade da indústria brasileira, passando pela redução nos custos da energia elétrica voltada para este setor produtivo. Esta foi uma observação unânime durante a mesa redonda com os grandes consumidores de energia elétrica.

O moderador do debate, o presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores de Energia (ABRACE) Paulo Pedrosa, explicou que inúmeros os custos embutidos na conta do consumidor industrial poderiam ser eliminados, já que a indústria precisa supera a fase de estagnação e voltar a crescer. “O fator de competitividade define o resultado da indústria. “, omentou. Além disso, durante a mesa redonda destacou-se a importância da confiabilidade da energia elétrica para a indústria, e  que o setor elétrico precisa se aprimorar para atender melhor às necessidades de cada cliente de maneira mais específica.

Cacá Bueno participa do workshop da ZEG amanhã

Carros elétricos e o mundo da energia renovável e novas tecnologias. Com este tema, a ZEG   fará um workshop na Energy Solutions Show com a participação do ilustre campeão da Stock Car, Cacá Bueno, amanhã às 15h. Com o conceito Zero Emission Generetaion, a ZEG, que participa da primeira edição do Energy Solutions Show, tem como objetivo reduzir os impactos negativos causados pelo uso de combustíveis fósseis na matriz energética em todo o mundo, investindo em tecnologias disruptivas e em projetos de fontes de energia renovável.

Abertura do Energy Solutions Show

Diálogo, crescimento das renováveis e perspectivas de investimento foram as palavras chave do dia

Os investimentos no Setor Elétrico Brasileiro nos próximos 10 anos devem ficar em torno de R$ 400 bilhões de reais, focando na diversificação das fontes, com destaque às renováveis e espaço garantido ao desenvolvimento da Geração Distribuída. Foi o que anunciou o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, durante a abertura da primeira edição do Energy Solutions Show, na manhã desta terça-feira (28) em São Paulo. Na abertura estiveram presentes também os presidentes da Abragel, Charles Lenzi, da Cogen, Newton Duarte, e da ABRAPCH, Paulo Arbex, além do CEO do Grupo Canal Energia, Rodrigo Ferreira.

Durante a abertura, o ministro Bento Albuquerque destacou que o Brasil é um dos poucos países no mundo com tamanha diversidade em sua matriz elétrica. “Enquanto em todo o mundo, os países falam em transição de suas matrizes elétricas para fontes renováveis, podemos dizer que no Brasil essa transição já começou há 50 anos. Somos um dos países com menos emissão de CO2 no mundo”, observou o ministro mencionando as fontes hidrelétricas que se consolidaram no País desde então. Ele mencionou que o presidente Jair Bolsonaro possui um carinho especial pelas Pequenas Centrais Hidrelétricas e que pretendem desenvolver ações que visem o impulsionamento da fonte.

Em sua fala, Bento Albuquerque reforçou ainda, a importância de manter o diálogo com todos os setores envolvidos, como estados e municípios, MPs, agências reguladoras, comunidades acadêmicas e científicas, órgãos ambientais, etc.

Newton Duarte, da Cogen, falou sobre a importância do desenvolvimento de todas as fontes de energia que o Brasil privilegiadamente possui. Ele explicou que cada uma tem o seu papel na complementariedade da matriz elétrica brasileira. Newton observou que  que é extremamente importante considerar as características de cada uma delas, observando a vocação de cada fonte em cada região. 

Os presidentes da Abragel, Charles Lenzi,  e da ABRAPCH, Paulo Arbex, falaram sobre a importância das PChs e CGHs falaram sobre a importância do segmento e da necessidade de ações que ajudem a eliminar as travas do setor e ajudem desenvolver os investimentos parados.

Paulo comentou que a Abrapch não é contra a abertura do Mercado Livre de Energia, entretanto, espera que a medida seja feira de maneira planejada e estruturada, visando mitigar possíveis impactos negativos. Lenzi , da Abragel,  reforçou junto ao ministro os benefícios sociais, econômicos e ambientais da fonte, além da contribuição para a matriz. Ele destacou o desejo de que as pequenas centrais hidrelétricas,  assim como a fonte eólica, consiga dar um salto de desenvolvimento ampliando sua contribuição para a matriz elétrica brasileira. Para isso, ele pontou os principais desafios do segmento que precisam ser superados, como o tempo longo no ciclo de desenvolvimento, melhores condições para participação em leilões regulados, além dos problemas nos processos de licenciamentos ambientais.

 

ENTREVISTA COM A ELECTRA | PATROCINADORA

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O Energy Solutions Show é uma oportunidade tanto em termos de relacionamento como de atualização sobre as condições do mercado.
— Esio José Manfrim, diretor comercial da Electra Energy

Quais são as expectativas da Electra no Energy Solutions Show?

Nossas expectativas são muito positivas. O Energy Solutions Show é o evento mais completo do setor elétrico brasileiro, colocando em pauta em sua programação todos os temas relevantes do momento. A contribuição de representantes do alto escalão do governo, entidades públicas, empresas e associações setoriais certamente vai enriquecer os debates fundamentais, como a retomada das discussões da CP 33 e o encaminhamento de desafios setoriais importantes, como a questão do GSF e do MRE. Em paralelo, a feira será uma oportunidade para conhecermos – e apresentarmos – as principais novidades do setor.

 

Como a Electra descreveria o Energy em uma frase? Por quê?

Empoderamento do consumidor. A combinação de avanços tecnológicos, aperfeiçoamentos regulatórios e o aumento da preocupação das empresas com o meio ambiente torna o consumidor cada vez mais protagonista de suas estratégias na área de energia. O novo consumidor não quer apenas adotar soluções propostas por fornecedores, mas sim estabelecer parcerias estratégicas alinhadas com princípios de sustentabilidade e competitividade, e que efetivamente viabilizem o crescimento.

 

Em sua visão, como estes grandes encontros impactam o setor?

O Energy Solutions Show é uma oportunidade tanto em termos de relacionamento como de atualização sobre as condições do mercado. Os executivos do setor podem colocar os contatos em dia, conhecer novas alternativas de negócio e até mesmo fechar parcerias. Ao mesmo tempo, a programação permite conhecer em primeira mão as novidades do setor.

 

O que vocês pensam sobre o papel do novo consumidor de energia no mercado atual?

As tendências em torno das três “Ds” – digitalização, descentralização e descarbonização – colocam o consumidor de energia no centro dos debates. Hoje o consumidor é o agente de suas escolhas no setor de energia, podendo optar não só pelas melhores estratégias no mercado livre, como combiná-las com alternativas na área de eficiência energética e autoprodução. Além disso, em breve poderá atuar de maneira competitiva com armazenamento de energia e resposta pelo lado da demanda. Todo o poder ao consumidor!

 

Breve histórico da empresa

A Electra Energy é uma das maiores comercializadoras independentes de energia do País. Fundada em 2001, foi pioneira na negociação de energia de fontes incentivadas para consumidores especiais e já negociou mais de 40.000 GWh no mercado livre. Com sede em Curitiba (PR), a empresa também desenvolve estudos para avaliar de maneira permanente as condições de preços e disponibilidade de energia no mercado, sempre orientando clientes e parceiros quanto à melhor forma, momento e condições para a contratação de energia, entre outras atividades. Mais informações: www.electraenergy.com.br/

 

ENTREVISTA COM A ANFITRIÃ COMERC

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O Energy Solutions Show é resultado dessa qualidade de conteúdo somada à capacidade de reinventar-se sempre.
— Larissa Araium, Diretora de Comunicação e Marketing COMERC

Quais são as suas expectativas como anfitriã do evento mais completo do setor?

A Comerc sempre foi entusiasta dos eventos organizados pelo Canal Energia, hoje parte do grupo Informa. Entusiasta porque é um evento preocupado em abordar questões relevantes do setor elétrico para reflexão e que proporcionam networking entre os agentes. O Energy Solutions Show é resultado dessa qualidade de conteúdo somada à capacidade de reinventar-se sempre. Combinar os temas PCHs, Cogeração e Energia Solar ao de Consumidor, onde a Comerc é anfitriã, é uma oportunidade para reunir os players dos mais relevantes de toda a cadeia de energia brasileira. Como temos um portfólio de soluções único no Brasil, de grande abrangência, indo da comercialização, gestão, eficiência energética, armazenamento por meio de baterias, entre outros produtos oferecidos, é de grande valia fazermos parte de eventos que nos ofereça um panorama rico e extenso.

O que mais chamou a sua atenção no ESS?

Existe uma relação muito próxima entre as áreas de atuação do grupo Comerc e os temas debatidos no Energy Solutions Show. Entre os pilares a serem debatidos, temos mercado livre, tecnologia e inovação, eficiência energética, autoprodução e geração distribuída. Estes são todos temas que fazem parte de nossa rotina, sendo, portanto, de altíssimo interesse. 

Qual a importância desse evento para o desenvolvimento do setor no Brasil?

Vivemos um clima positivo para o desenvolvimento do setor elétrico brasileiro, mas não podemos deixar de ter nosso foco voltado para a inovação. Eventos como o ESS são polos importantes de discussão, debate e geração de novas ideias. Como a Comerc é comprometida profundamente com o desenvolvimento do segmento em nosso País, precisamos e devemos incentivar esse tipo de iniciativa sempre. 

Qual a visão da Comerc sobre o papel do novo consumidor de energia no mercado atual?

Vemos esse cenário de maneira desafiadora, em que a Comerc está animada com a perspectiva futura e se preparando para a figura do prossumidor. O consumidor final, que já teve um papel completamente reativo, ou seja, só pagava conta, assumiu nova função, muito mais ativa, com a microgeração. Essa nova fase do consumidor marcará um processo de amadurecimento do mercado. Quando falamos, por exemplo, do mercado livre de energia, identificamos em nossos clientes um interesse cada vez maior em receber dados em tempo real, gerando eficiência e serviço de alta qualidade somada à tecnologia. De modo geral, o mercado como um todo está evoluindo e isso é motivo de orgulho para todos que participam dele há mais de quinze anos, como é o caso da Comerc.

Breve histórico da empresa

A Comerc Energia é a maior gestora de energia do país, com mais de 1.750 unidades de consumo em carteira, pertencentes a mais de 900 empresas. Foi fundada em 2001 e gerenciou, em 2018, 3.000 MW médios, ou o equivalente a 5% da energia consumida no País, faturando R$ 2,3 bilhões. A empresa também administra aproximadamente 4.700 MW de potência de mais de 130 geradores, produtores independentes e autoprodutores, o equivalente a 70% da potência total da usina hidrelétrica de Itaipu.

 

Além de atuar em gestão de contratos de energia do mercado livre, a Comerc tem mais seis unidades de negócios voltadas a soluções em energia, que podem trabalhar de forma independente ou integrada, de acordo com a necessidade de cada cliente. A Comerc Trading é uma das maiores comercializadoras independentes do país, negociando em 2018 uma média de 1,3 GWm por mês, considerando as operações de compra e de venda. Já, a Newcom é uma trading independente, com vocação para estruturar operações complexas que envolvam a compra e venda de contratos de energia. Sua carteira possui, ainda, operações de proteção de resultados e antecipação financeira. A Comerc Gás faz gestão do consumo de gás natural, auxiliando na contratação deste insumo, com possibilidades de redução de custo para empresas e apoio às complexas soluções regulatórias. Paralelamente, a Comerc Esco estrutura projetos de geração distribuída e faz a gestão da geração e do consumo, além de desenvolver e implantar soluções de eficiência energética, com foco na redução do consumo de energia elétrica. Por fim, a MicroPower Comerc desenvolve projetos de armazenamento de energia elétrica em baterias.

No campo da inovação e da tecnologia, a Comerc atua, por meio do DocLabs, com um espaço para acelerar startups; e com soluções de tecnologia para corporações, com a empresa Doc 88.

Prioridades do setor elétrico devem ficar para 2019 com novo governo

Apenas PL 10.332 está na iminência de ser aprovado ainda nesta legislatura pois já está na pauta do Senado Federal

A perspectiva para o avanço da pauta com os temas que interessam ao setor elétrico corre o risco de ficar de lado diante da necessidade do próximo governo em atuar sobre temas mais urgentes. Entre estes estão reforma da Previdência, ajuste fiscal, alterações na reforma trabalhista e questões referentes à segurança pública. Por isso, há uma janela de oportunidade agora no início de outubro, logo depois do primeiro turno das eleições, que ocorrem no próximo domingo, 7.

Dentre todas as matérias que estão no legislativo brasileiro, a que parece estar mais próxima de ser aprovada é o PLC 77/2018 que trata do PL 10.332. O texto contém a solução para o risco hidrológico que vem acumulando cerca de R$ 8 bilhões em aberto na liquidação financeira do mercado livre. A expectativa é de que na próxima terça-feira, a sessão do Senado Federal possa deliberar sobre o tema e finalmente aprovar o tema.

De acordo com Marcelo Moraes, presidente da Dominium Consultoria, essa proposta já está pronta para ser votada no plenário do Senado e se houver acordo entre as lideranças esse tema pode ser aprovado em alguns minutos. Inclusive, relevou ele, os ministérios da Fazenda e de Minas e Energia já se manifestaram favoravelmente ao tema, o que pode levar a Presidência da República a promulgar a lei em menos dos que os 15 dias úteis que tem legalmente para a assinatura do presidente.

 

Já o PL 1917 é a matéria mais importante que está em tramitação no Congresso Nacional, pois nela está contida toda a proposta resultante da CP 33, que representa a reforma do setor elétrico e foi alvo de extensas discussões entre uma ampla gama de agentes. Contudo, as noticias que vêm de Brasília não são boas, relatou Moraes durante sua apresentação no 7º Encontro Nacional de Consumidores de Energia, evento realizado pelo UBM/Grupo CanalEnergia, em São Paulo, nesta quarta-feira, 3. Essa situação, continuou ele, ainda está nos primeiros passos do processo legislativo, que é moroso e pode durar ainda mais um ou dois anos até que seja encerrado.

"Agora depois das eleições teremos um período de dois meses de transição e como o PL 1917 é estruturante em um setor que gira cerca de R$ 100 bilhões e tem efeito cascata em outros segmentos da economia, nenhum presidente eleito aprovará as mudanças sem dar alguma opinião. Em princípio os temas não serão mudados, mas com novas ideias deveremos ter que conviver com novas discussões técnicas, pois não se consegue fechar o tema ainda em 2018", avaliou Moraes.

O executivo apresentou um panorama de como os projetos em tramitação no Congresso podem interferir na vida do consumidor de energia ao lado de representantes de consumidores. Para Edvaldo Santana, presidente executivo da Abrace, projetos diversos do setor no Congresso são uma forma de passar pela competência da Aneel em decorrência da atuação de parlamentares que em muitos casos nem sabem do que estão tratando. Ele lembra do caso mais recente da MP 814 que foi concebida originalmente com três artigos em seis páginas. "Pois bem, chegou à Câmara com 27 artigos divididos em 42 páginas", lembrou Santana.

Santana criticou a proposição de projetos no legislativo que não levam em conta a racionalidade de custos para o setor elétrico e que são usados para fazer um bypass na atuação da agência reguladora. Um dos efeitos citados é o aumento da CDE que mesmo com a integração do Acre e de Rondônia ao SIN teve a elevação da CCC de R$ 2,9 bilhões para algo próximo a R$ 7 bilhões.

Carlos Faria, presidente da Anace, por sua vez, destacou que apesar dos projetos, a conta sempre vai cair para o consumidor pagar. As diversas emendas apresentadas acabam elevando o custo da energia para todos. Ele citou como exemplos o aumento da gratuidade da energia para consumidores passando de 50 para 70 kWh de consumo, a venda da Amazonas Energia, entre outros. "Hoje não é viável pensar na aprovação do PLC 77 porque este sairá muito mais caro para o consumidor. E ainda temos o que fazer com Angra 3, as distribuidoras reclamando sobre o déficit da bandeira tarifária...", apontou.

Por sua vez, Reginaldo Medeiros, presidente da Abraceel, destacou que a falta de liderança em um setor da abrangência do elétrico tem pressionado de diversos lados para obtenção de benefícios pontuais e direcionados para cada uma das 25 associações que hoje fazem parte do dia a dia brasileiro. Ele corrobora a impressão de Santana ao afirmar que as frustrações dos agentes com o regulador fazem com que estes se cerquem de parlamentares que impõem em lei uma decisão que já foi vencida por parte do regulador.

A única exceção foi no período de gestão do ex-ministro Fernando Coelho Filho e sua equipe de especialistas reconhecidamente capazes e que conheciam o setor. "Foi esse grupo que mandou uma proposta completa de reestruturação do mercado que acabou ficando na Casa Civil", disse ele, que voltou a defender a manutenção do texto da CP 33 no PL 1917 como forma de não se perder mais tempo com discussões sobre a reforma do setor, pois esta já foi feita com ampla participação do setor. "Essa é uma matéria pronta para ser aprovada, se o próximo governo decidir reabrir as discussões teremos mais um ano de debates e outros dois anos para sua aprovação", finalizou ele.

Novas tecnologias vão modificar a forma como consumimos energia elétrica

etor debate as ações necessárias para preparar a regulação e os negócios para essa nova realidade

O surgimento e a popularização de novas tecnologias estão transformando a indústria de energia elétrica mundial e forma como a sociedade consome eletricidade. Essas novas tecnologias foram batizadas de recursos energéticos distribuídos. Na prática, elas permitem que o consumidor assuma um papel mais ativo e o setor elétrico brasileiro precisa se preparar para essa transformação. Nesta quarta-feira, 3 de outubro, os agentes do setor estiveram reunidos em São Paulo para debater as ações necessárias para preparar a regulação e os negócios para essa nova realidade.

"O que se fala lá fora é que em algum momento toda a estrutura do setor elétrico vai mudar", disse João Carlos Mello, presidente da consultoria Thymos Energia, durante 7º Encontro Nacional de Consumidores de Energia, evento promovido pela Informa Group. "Portanto, precisamos debater sobre como avançar na regulação para abraçar esse novo consumidor", completou.

No modelo atual, o consumidor é passivo; sua ação rotineira é apertar o interruptor e honrar com o pagamento da conta de luz no final do mês. Com barateamento das tecnologias de produção de energia individual e de armazenamento, a tendência é que o consumidor será mais independente da concessionária local, passando a gerir o seu consumo com mais eficiência, por tanto, por um custo menor.

"O setor que já vivencia mudanças significativas e não tenho dúvida que passará por novas mudanças no futuro, principalmente por conta das novas tecnologias de armazenamento de energia, veículos elétricos e o desenvolvimento das smart grids. Esses avanços tecnológicos vão conduzir para uma mudança no papel do consumidor, com uma gestão mais ativa", disse Rodrigo Limp, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão responsável pela regulação e fiscalização do setor elétrico no Brasil.

O termo smart grid se refere a um conjunto de teologias de monitoramento da rede elétrica que permite uma troca intensa de informações entre concessionária e consumidor. Em posse desses dados, diversas ações estratégicas podem ser tomadas em pró de um setor elétrico mais ágil e eficiente.

Atualmente existem diversas formas para o consumidor produzir sua própria energia. A mais tradicional é o uso de geradores que queimam combustíveis fósseis. Porém, esses geradores ocupam espaço, emitem ruídos e gases de efeito estufa. Hoje, com a redução de custos da tecnologia fotovoltaica, milhares de consumidores brasileiros estão instalando placas solares em suas casas, comércios e indústrias - produzindo energia limpa e pagando menos impostos.

Segundo a Aneel, existem atualmente 39,5 mil unidades consumidoras que produzem sua própria energia, representando uma capacidade instalada de 478 MW, o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte. Limp informou que isso significa que para cada 2 mil unidades consumidoras brasileiras, pelo menos uma tem um sistema de produção de energia individual. "Na Austrália, é um gerador distribuído para cada seis consumidores. Temos muito em que avançar", disse.

A Aneel vem adaptando suas regras para permitir a penetração dessas novas tecnologias, sempre com o cuidado de preservar o equilíbrio entre os diversos negócios existentes. Estão regulamentados temas como geração distribuída, recarga de veículos elétricos, pré-pagamento de energia, o uso de medidos eletrônicos, sendo que outras ações estão em andamento.

Neste momento, o setor brasileiro discute a abertura do mercado livre. Nesse mercado, o consumidor pode escolher o fornecedor de energia. Esse serviço já está disponível para consumidores com grandes demandas de eletricidade, como a indústria de automóveis, química e mineradoras. 

Segundo Talita Porto, conselheira da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), há 12.530 unidades consumidoras no mercado livre. Por outro lado, o Brasil tem 83 milhões de unidades consumidoras no mercado cativo, situação em que o consumidor é atendido pela concessionária local.

O consumo do mercado de energia no Brasil soma 63.174 MW médios, sendo que 19.050 MW médios é a fatia do mercado livre, ou, 30% do consumo total. Mantidas as regras atuais, há estudos indicando que o mercado livre poderia chegar até 46% do consumo nacional.

Empoderamento do consumidor é destaque no 7º Encontro Nacional de Consumidores de Energia

Primeiro dia do evento voltado ao consumidor de energia tem debates sobre o futuro do mercado brasileiro de energia

Expectativa quanto a mudança de governo, situação do mercado livre, a agenda regulatória para o Brasil nos próximos dois anos diante da perspectiva de maior abertura do mercado de energia brasileiro e os valores da energia para o próximo ano, esses foram alguns dos temas abordados durante o primeiro dia do 7º Encontro Nacional de Consumidores de Energia. O evento é realizado pela UBM/Grupo CanalEnergia e debateu a situação pela qual o setor elétrico passa no país, em um momento de avanço das tecnologias e do maior empoderamento que o consumidor ganha com o passar do tempo.

O evento, que é direcionado ao consumidor de energia, começou com a mensagem do diretor institucional da Enel, José Nunes, que destacou o fato de que o passado não pode ser utilizado como parâmetro para o futuro. Ainda mais em tempos de transformação quando as tecnologias disruptivas vêm alterando a forma de fazer negócio no mundo todo, não apenas no país.

Na sequência, foi dada a visão do agente regulador quanto ao futuro do mercado de energia elétrica no país diante da agenda regulatória que a Aneel vem trabalhando para período de 2018 a 2019 e que está em audiência pública. O diretor Rodrigo Limp, destacou pontos importantes nessa agenda como a adoção da tarifa binômia e, principalmente, a revisão da Resolução Normativa nº 482, que estabeleceu as regras para a geração distribuída no país. Em suas palavras, esta foi uma das principais ações da Aneel em seus 20 anos de existência.

Talita Porto, conselheira da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, por sua vez, destacou o atual momento da entidade com o avanço do número de agentes no setor e as perspectivas para o futuro. Um dos pontos é a questão da ampliação do comercializador varejista, que promete ser um catalisador de novos consumidores ao passo que o mercado tende a uma maior abertura. O tema GSF também inspira cuidados, pois a previsão é de que o déficit de geração hídrica tenha impacto de R$ 13 bilhões somente ACL e as liminares decorrentes da judicialização desse tema sejam a maior responsável pelo passivo de cerca de R$ 8 bilhões nas operações de liquidação financeira do mercado de curto prazo.

O cenário politico foi abordado no segundo painel do dia com o presidente da Dominium Consultoria Marcelo Moraes. Ele apontou em sua apresentação o que esperar dos projetos que estão em tramitação no Congresso Nacional e que tem potencial de alterar de forma significativa o marco regulatório do setor elétrico. Segundo ele, a pauta do setor não é a prioridade do próximo novo governo porque há muitos outros assuntos mais macro que deverão estar à frente, como as diversas reformas e questões como segurança pública.

Os preços de energia foram o tema do último painel do dia com a apresentação das premissas que o consumidor deve levar em conta. Seja no ambiente regulado quanto no livre há uma variação muito grande de impactos que formarão o valor da energia no próximo ano, o que aumenta a incerteza sobre essa variável para o setor produtivo nacional.

O 7º Encontro Nacional de Consumidores de Energia continua nesta quinta-feira, 4 de outubro, com painéis que abordarão temas centrados nas novas tecnologias que estão fazendo com que o consumidor de energia ganhe cada vez mais relevância no setor energético brasileiro.  O tema geração distribuída abre os trabalhos com as tendências e como deve se desenvolver no Brasil. A eficiência energética é outro ponto a ser discutido no evento e, ainda, a inovação tecnológica na gestão do consumo .

O 7º Encontro Nacional de Consumidores de Energia é realizado no Centro de Convenções do Hotel Transamérica, em São Paulo, localizado na Avenida das Nações Unidas, 18.591, zona sul de São Paulo.

ENTREVISTA COM A ANFITRIÃ 2018

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“É o conhecimento que faz com que boas decisões sejam tomadas”, 
— afirmou Dario Miceli da ENEL, anfitriã do Encontro Nacional de Consumidores de Energia 2018

1. Quais as suas expectativas como empresa anfitriã do Encontro Nacional de Consumidores de Energia?
Para nós é muito importante estar próximo dos nossos consumidores, pois podemos contribuir com soluções que podem ajudar nos desafios e necessidades deles, gerando novas oportunidades. Um dos pilares mais importantes da missão da Enel é estarmos abertos a novas parcerias e por isso, temos certeza que o ENCE será uma valiosa oportunidade.

2. Em sua opinião, qual a importância do ENCE para o mercado de energia e para o consumidor? 
Acredito  que o evento é muito importante para posicionar o consumidor sobre as boas práticas do mercado, sobre novas tecnologias e soluções e uma grande oportunidade para que o setor possa debater sobre o presente e futuro da energia no Brasil. 

3. Qual a visão da ENEL sobre o papel do novo consumidor de energia no mercado atual?
O consumidor de energia hoje tem a possibilidade de planejar os seus gastos e até de gerar sua própria energia para sua casa ou para sua empresa. Vejo que o novo consumidor tem buscado cada vez mais estar a par das possibilidades do mercado e é o conhecimento que faz com que boas decisões sejam tomadas.

Com intuito de contribuir com o  mercado de energia e estar sempre atendendo as necessidades dos clientes,  a Enel vem apresentando ao mercado produtos inovadores  para contratações de médio e longo prazo, trazendo a tranquilidade e a segurança de excelentes oportunidades, com preços diferenciados, onde o cliente pode planejar o futuro da sua empresa, assim como se tornar ainda mais competitivo no seu setor.

Além disso, vejo uma preocupação cada vez mais forte com a questão da sustentabilidade e do comprometimento com energias renováveis. Isso vem sendo fator importante para agregar valor aos negócios no mercado atual. 


Sobre a empresa: Enel Brasil é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico brasileiro e atua nas áreas de geração, distribuição, conversão, transmissão e comercialização, além de soluções em energia. Está presente em 18 estados do Brasil e é responsável pelo negócio do Grupo no Uruguai também. Enel é uma das maiores distribuidoras do país com 4 distribuidoras no RJ, CE, GO e SP, que juntas fornecem energia para 17,1 milhões de clientes. Possui 1 usina de ciclo combinado a gás no CE de 327MW, 1 conversora no RS, que possibilita intercâmbio de energia entre Brasil e Argentina, 1 comercializadora e uma empresa de soluções em energia. No Brasil, o Grupo Enel tem uma capacidade instalada de energias renováveis de cerca de 2,9 GW, por meio de suas subsidiárias EGPB e Enel Brasil, dos quais 842 MW são de energia eólica, 819 MW de energia solar fotovoltaica e 1.272 MW de energia hidrelétrica. A companhia também conquistou recentemente contratos para uma capacidade total renovável de mais de 1 GW em leilões. O Grupo Enel é uma das maiores utilities de energia elétrica do mundo.